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Participação para flexibilizar o currículo

2017-06-08

Numa perspetiva de flexibilização, consideramos o currículo como sendo um guião, com abertura curricular, nomeadamente para o modelo de projeto. Sugerimos que, na escola,  crianças e docentes, equipas de docentes, adultos, crianças e jovens, se proponham realizar projetos de trabalho. A flexibilização da organização do currículo facilita a planificação e execução dos projetos, de modo diferenciado, no tempo e no espaço, obrigando a uma cuidada preparação e monitorização. Este tipo de flexibilização tem consequências para a avaliação do trabalho, dos processos de trabalho e, claro, da aprendizagem. A eficaz flexibilização exige certamente também um olhar crítico sobre o paradigma educativo utilizado no contexto escolar.

A conversa que vamos ter abordará estes e outros aspetos como contributos  para flexibilizar o currículo. Como apoio à flexibilização curricular apresentar-se-á um conjunto de instrumentos conceptuais que foram desenvolvidos a partir da interação prolongada com agrupamentos de escola e reunidos na Caixa de Ferramentas “Equidade e Participação em Contextos de Educação” recentemente lançada pela equipa de Educação da Fundação Aga Khan.  


Afinal, porque avaliamos?

2016-12-15

A avaliação é essencial para o ensino e para a aprendizagem porque os integra, na medida que a qualidade do feedback que fornece permite o aperfeiçoamento dos desempenhos, a reformulação dos percursos realizados, o levantamento das dificuldades, a diferenciação pedagógica, a redefinição dos planos e das etapas de ensino, a atribuição de classificações e a tomada de decisões. Avaliar é, então, fundamentalmente o processo que possibilita aprender e ensinar mais e melhor. As funções formativas da avaliação, consensualmente defendidas, não enquadram, porém, muitas das rotinas que têm marcado o processo avaliativo. Neste webin@r, apresentamos situações que partem de uma representação alargada de uma “avaliação” que, na verdade, se resume a classificação. Esta realidade incita-nos a um olhar tendencialmente liberto de práticas contraditórias, em que valorizamos as funções formativas no discurso e não nas práticas, para começar a avaliar melhor, o que significará sempre aprender melhor!


Aprendizagens Essenciais

2017-12-04

As tendências e políticas curriculares (Vd. OECD, UNESCO; EU, Estudos internacionais como o PISA na s suas várias edições, entre outros) desde o último quartel do século XX vêm recomendando  um “emagrecimento curricular” que contrarie a tendência enciclopedista e a deriva aditiva que tendem a  criar prescrições excessivamente extensas, acumulativas e muitas vezes irrelevantes, pouco úteis à complexa formação científica, cultural e humanista que se requer hoje dos cidadãos. Por outro lado, a massificação da escolarização por tempos cada vez mais longos recomenda que se eleja como currículo comum, a ser de facto aprendido por todos, mas possibilitando vias de construção variadas que rentabilizem os contextos diversos, aquele corpo de aprendizagens comuns  verdadeiramente essenciais  para a plena inclusão de todos na sociedade.


Autonomia e flexibilidade curricular - porquê?

2017-11-03

Promover sucesso escolar significa promover melhores aprendizagens para todos. Neste webinar apresenta-se o conjunto de medidas de política educativa em curso que concorrem para a construção de aprendizagens significativas para todos os alunos, com destaque para:

a) Educação Pré-escolar;
b) Programa Qualifica;
c) Planos de ação estratégica;
d) Formação contínua de professores;
e) Perfil do Aluno;
f) Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania;
g) Aprendizagens Essenciais;
h) Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular;
i) Modelo de avaliação;
j) Educação inclusiva.

Estas medidas complementam-se para dar substância ao Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, em curso desde 2016.


Perfil dos Alunos à saída da escolaridade obrigatória

2017-11-21

No Despacho n.º 9311/2016, de 21 de julho, é afirmado que “A definição do currículo essencial das diferentes áreas e a indução de uma generalização da autonomia das escolas na gestão curricular implica definir o perfil para que devem convergir todas as aprendizagens, garantindo-se a intencionalidade educativa associada às diferentes opções de gestão do currículo. Neste contexto é, pois, necessário garantir um perfil de saída para todos os jovens no final da escolaridade obrigatória, que lhes permita continuar a aprender ao longo da vida, independentemente da diversidade de públicos escolares e de percursos formativos por que tenham optado no ensino secundário, e responder aos desafios sociais e económicos do mundo atual, alinhados com o desenvolvimento de competências do século XXI. A construção de tal perfil, atenta a sua natureza e relevância, exige uma abordagem e reflexão multidisciplinar, participada e abrangente sobre os saberes nucleares que todos os jovens devem adquirir no final da escolaridade obrigatória."


Diferenciação pedagógica

2018-02-01

O Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva é uma das seis escolas do Projeto-Piloto de Inovação Pedagógica (PPIP).

O agrupamento tem investido muito do seu esforço na tentativa de encontrar soluções e estratégias para o sucesso de todos os alunos, independentemente das suas caraterísticas e dificuldades.

A diferenciação pedagógica tem-se revelado uma ferramenta de excelência na procura da verdadeira inclusão, uma vez que otimiza os diferentes percursos de aprendizagem, num mesmo período de tempo.

Ao perfil heterogéneo dos alunos, as equipas educativas têm respondido com uma diversidade de estratégias de ensino. A diferenciação pedagógica é um mecanismo que se tem revelado potenciador das capacidades de cada indivíduo.


Avaliação para as, e das, aprendizagens e qualidade da educação nas salas de aula

2018-02-09

As escolas e os professores enfrentam desafios que exigem a redefinição, a reconstrução e a reinvenção de concepções e práticas que têm prevalecido nos sistemas educativos desde o século XIX. Entre as pressões para a obtenção de resultados a qualquer preço e as perspectivas ultra relativistas que tendem a ignorar os resultados e a relevância dos conhecimentos académicos, é necessário utilizar novas racionalidades que nos ajudem a enfrentar os desafios da educação e da formação contemporâneas.

Precisamos de professores, profissionais do ensino, que se assumam como intelectuais, como observadores qualificados das realidades em que estão inseridos. Profissionais que pensem o currículo como um projeto de inteligência, um projeto de conhecimento, com profundas implicações na vida social, económica e política das crianças e dos jovens.

É tendo em conta estas ideias que, neste Webinar, se irá discutir o papel que a avaliação pedagógica pode ter no desenvolvimento das aprendizagens de todos os alunos. A investigação tem mostrado que a avaliação pedagógica, orientada para a distribuição de feedback de qualidade e para as aprendizagens, melhora “dramaticamente” o que os alunos sabem e são capazes de fazer. E isso é uma conquista inestimável que está ao nosso alcance.